Voz Oblíqua
 
    The Voice Mail

 

Voz Oblíqua

Voz: [subst. fem.] Produção de sons emitidos no ser humano pela laringe com o ar que sai dos pulmões; grito; clamor; linguagem; fig. opinião; poder; inspiração; conselho; sugestão. Oblíqua: [adj. fem.] enviesado; torto; vesgo; fig. indirecto; dissimulado; ambíguo; dúbio.
 
 
 

Disse-se em...

  • fevereiro 2005
  • março 2005
  • abril 2005
  • maio 2005
  • junho 2005
  • julho 2005
  • agosto 2005
  • setembro 2005
  • outubro 2005
  • novembro 2005
  • dezembro 2005
  • janeiro 2006
  • fevereiro 2006
  • março 2006
  • abril 2006
  • maio 2006
  • junho 2006
  • agosto 2006
  • dezembro 2006
  • janeiro 2007
  • fevereiro 2007
  • março 2007
  • abril 2007
  • maio 2007
  • junho 2007
  • Marcadores / Categorias

  • Adopção
  • Agradecimentos
  • Amigo(a)s
  • Animais não-humanos
  • Apelos
  • Blogs
  • Confissões
  • Contribuições
  • Correntes
  • Crónicas
  • Dedicatórias
  • Efemérides
  • Emoções
  • Entretenimento
  • Exasperações
  • Família
  • Filmes
  • Glórias e Vitórias
  • História e Estórias
  • Imagens
  • Livros
  • Lugares
  • Música
  • Momentos embaraçosos
  • Natal
  • Novidades
  • Oops...
  • Opiniões
  • Páscoa
  • Politiquices
  • Recordações
  • Retóricas
  • Revoltas
  • Rir é o melhor remédio
  • Solidariedade
  • Sugestões
  • Teasings
  • Teatro
  • Televisão
  • Testes
  • Trabalho
  • Vida real

  • Vozes intercessoras

  • A Ouvinte do Bikini Laranja
  • About last Night
  • Adorei estes Dias
  • Amar-ela
  • Baton de Cieiro
  • Blogotinha
  • Cidade Mágica
  • Confidências
  • Cumentarius Ignorantes
  • Divas & Contrabaixos
  • Efeito Fotoeléctrico ou Introdução à Teoria da Relatividade Restrita
  • Espelhos e Labirintos
  • EuE
  • Fábulas
  • Fabulosamente Louca
  • Farinha Amparo
  • Francisco del Mundo
  • Lote 5 - 1º Dto.
  • Mesa de Café
  • Nimby Polis
  • Notas de Aveiro 1.9
  • O Blog que não e meu
  • O Polegar Verde
  • Palavras ao Acaso
  • Palavras entre Palavras
  • Pandora's Box 2.0
  • Pé de Meia
  • Pseudoblog
  • Respostas Paralelas
  • Voz em Fuga
  • Unknown
  • A Revolta dos Pastéis de Nata
  • Carlos Moura
  • Corpo Dormente
  • Espero bem que não...
  • Gato fedorento
  • João Seabra
  • Blogopédia
  • Consultório da Kitty
  • Designed by Xilla

      Hit Counter

      Contagem decrescente para a caça mais atroz do mundo inteiro...

      ANIMAL

     
    Crónicas da Vida Real - XVIII terça-feira, junho 13, 2006

    Passou aqueles dias de telemóvel no bolso. Não tinha tanta proximidade com aquele pequeno aparelho, e o factual estado de habituação levava-a à incerteza do seu exercício com todas as suas competências. A ansiedade conduzia-lhe a mão à algibeira mais vezes do que seria realmente necessário, e foi então que sorriu sozinha no termo de graça que tinha encontrado:

    Tlm@bolso

    O modo de vibração do telemóvel é como o orgasmo feminino: quando guardamos o pequeno aparelho no bolso e pensamos que o sentimos vibrar, de certeza que não aconteceu. Assim como o clímax: quando não se tem a certeza, é porque não fooooooooi...

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - XVII segunda-feira, maio 29, 2006

    Abriu a caixa de e-mail e reparou que, entre tantas mensagens novas, tinha lá aquela. Há muitos anos que aquele nome na caixa de entrada do seu e-mail mexia demasiado consigo...

    Desta vez, no assunto lia-se "Pergunta Simples". Abriu curiosa, e lá dentro estava apenas a "tal" pergunta descomplicada: «Para ti, o que seria um dia perfeito. Pensou um pouco no assunto, pois apesar de gostar imenso que lhe colocassem questões difíceis, esta parecia-lhe a mais complexa de todas. Sem mais demoras respondeu:

    Dia Perfeito«
    Penso que um dia feliz para mim é aquele em que tenho oportunidade de fazer pequenas coisas que me aprazem! Terminar um livro dá-me prazer. Começar outro deixa-me em pulgas. Conversar. Conversar longas horas com pessoas inteligentes. Partilhar emoções e momentos. Ouvir o mar. Pisar a areia. Sentar e olhar o infinito. Ser acariciada pelo vento. Brincar. Andar de baloiço. Adoro andar de baloiço. Ajudar um amigo. Ou ajudar apenas alguém do nosso lado que necessite. Sentir-me útil. Criar algo de novo. Deixar a minha marca em alguma coisa ou alguém. Poder saborear a inocência de uma criança. Poder olhar a sinceridade num animal. Experimentar um sabor novo. Ouvir uma música intensa. Dançá-la com alguém. Ou dançar sozinha na minha imaginação. Cantar. Ouvir alguém cantar para mim. Sussurrar. Ouvir alguém sussurrar para mim. Encontrar a calma e a serenidade num jardim! Sozinha. Ou com alguém...

    Julgo que isto, e não tudo isto, é capaz de me fazer pousar a cabeça na almofada e dizer: foi um bom dia!
    »

    Ele não tardou a levá-la a sair e a criar um dia perfeito. Só para ela!

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - XVI quinta-feira, maio 25, 2006

    No dia em que o trabalho, empenho e dedicação dos transactos meses culminaram numa apresentação conferencial diante de um auditório recheado de centenas de espectadores atentos, o alarme de incêndio soou. As palavras continuaram a sair com fluência, mas o público distraíu-se em concomitância. Deram o aviso de evacuação. A assistência atropelou-se. Reuniram-se todos no exterior do edifício.

    Alarme de Incêndio

    (...)

    Havia sido falso alarme. Voltaram para o interior. A oradora ria às gargalhadas...



    [Se dúvidas havia de que o carisma atraía situações caricatas, foram todas sanadas naquele mesmo instante...]

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - XV terça-feira, maio 02, 2006

    Ao telefoneAo telefone:

    Ele: Deves ser a mulher que conheço com maior número de solicitações, a par da tua agenda profissional preenchida, mas eu não desisto de te convidar para sair...

    Ela: Se calhar até tens razão, ponho o trabalho à frente de tudo, quando na verdade não é uma saída que me vai desconcentrar ou fazer perder tempo.

    Ele: Então quer dizer que posso formalizar o convite, que tu vais aceitar?

    Ela: Sim, desta vez sim. (Há um ano que o interlocutor ouvia apenas "não"!)

    Ele: Quando estarás disponível?

    Ela: Não tenho nada marcado nestas próximas três noites, e posso tirar uma folga não planeada do trabalho ao computador. Portanto, deixo ao teu critério...

    Ele: Pode ser já hoje para despachar? Passo por tua casa às xxhxx!

    Para despachar?!?!?

    [N.d.r.: Por diversas vicissitudes não me tem sido possível blogar a meu bel-prazer, e o ritual passa por postar, mas visitar-vos e ler-vos com todo o interesse. Fico a questionar-me se não valerá mais a pena interromper o blog indeterminadamente...]

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - XIV segunda-feira, abril 10, 2006

    Numa conversa com a mesma amiga, e ainda a propósito das suas relações fugazes, e de como continua a sentir-se objecto com fins medicinais para as pessoas com quem se cruza, soltou outro desabafo:


    Pensos Rápidos


    «Sou penso-rápido, de qualidade idêntica à Hansaplast. Mas mesmo os melhores pensos acabam rompidos... por isso se chamam rápidos!»

    [Ainda para M.]

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - XIII quarta-feira, março 29, 2006

    Conversaram a noite inteira. Dois estranhos com inúmeras coisas a descobrir. E tantas em comum!

    Haviam-se conhecido por acaso. Ele embatera nela quando fora buscar uma bebida ao bar. Ela não era de dar atenção a ninguém numa situação assim. Às vezes até chegava a julgar precipitadamente os actos que lhe pareciam demasiado casuais. Mas naquela noite estava aborrecida e o desconhecido trapalhão podia ser uma óptima vítima para as suas ofensivas de exasperação.

    No entanto ele transformou-se numa excelente companhia, alguém que ela queria voltar a ver. Na hora da despedida ele atreveu-se a pedir-lhe o número de contacto. Na representatividade de um "nim", ela entregou-lhe um cartão rasgado com uma inscrição:

    Nº de Telemóvel

    48 horas depois ela desistiu de ficar agarrada ao telemóvel à espera da sua voz.

    48 horas depois ele continuava a perguntar-se porque havia brincado ela consigo daquela maneira.

    48 horas depois o camião do lixo derramava para o seu interior quilos de imundície. E ali jazia o cartão rasgado, entretanto amachucado, que impediu uma união que se adivinhava próspera...

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - XII terça-feira, março 28, 2006

    E então a amiga desabafou, acreditando que desde há uns tempos atrás se sentia usada nas suas relações, funcionando como o ponto de viragem para as outras pessoas, como que servindo para que os homens da sua vida tomassem certas decisões... Mas eles nunca ficam com ela!

    Esquina

    «Eu não quero ser a esquina.
    Eu quero ser a estrada!
    »

    [Para M.]

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - XI segunda-feira, março 20, 2006

    [Este episódio, de tão hilariante, tinha mesmo de ser aqui transcrito.]

    Ontem à tarde, estava eu em reunião de família numa sala de chá, quando fui abordada por um rapaz que aparentava ter cerca de 20-e-muitos / quase-30 anos. O diálogo foi mais ou menos assim:

    Ele: [Enquanto me cumprimenta com os habituais beijos no rosto, aos quais não tive como fugir.] Olá!
    Eu: [Perplexa.] Olá... erm... conhecemo-nos?
    Ele: Não, mas eu queria apresentar-me. Queres saber o meu nome?
    Eu: [A disfarçar uma gargalhada.] Se tu mo quiseres dizer...
    Ele: Eu sou o André. E tu? Como é que te chamas? Como é o teu nome?
    Eu: Eu sou a Andreia. [Foi a primeira coisa que me veio à cabeça, afinal não lhe ia dizer o meu nome verdadeiro.]
    Ele: Olha, vou-te dar o meu número para tu me ligares amanhã, está bem?
    Eu: Oh André, eu não quero o teu número!
    Ele: Mas porquê? Eu queria que tu me ligasses. [Sentando-se junto de mim na mesa e debruçando-se sobre o seu cotovelo com ar de pensativo.] Se tu não me ligares eu fico desanimado. E se eu ficar desanimado, fico chateado... [Tentou aplicar um ar ameaçador, mas não me convenceu.]
    Eu: Terás de aprender a lidar com isso. Repara... eu gostava que muitas pessoas me ligassem, e não ligam!
    Ele: Eu nunca namorei. Queres namorar comigo? Eu queria experimentar namorar contigo... Eu ganho bem! [Acentuando esta última parte.]
    Eu: [Nesta altura já estava decidida a entrar no jogo da alucinação.] Hoje não, porque estou aqui com a minha família. Mas noutro dia.
    Ele: 'Tá bem! Então quando?
    Eu: [Que queriam que eu fizesse? Que destruísse o coração do rapaz?] Daqui a uma semana. Aqui e à mesma hora...
    Ele: Mas daqui a uma semana a esta hora eu vou ver o jogo do Feirense. Queres vir comigo? Assim já saíamos de mão dada, porque tu és muito bonita e eu queria que os rapazes lá da fábrica te vissem.
    Eu: [Eu sei que não devia rir, mas estava a ser demasiado cómico para ser verdade.] Pronto, está combinado, vamos ao futebol juntos.
    Ele: Onde é que tu moras? É aqui nesta rua, não é?
    Eu: [Na realidade moro a alguns quilómetros de distância, mas que se danasse.] Sim, é mesmo aqui.
    Ele: Não me digas que é mesmo aqui no prédio ao lado.
    Eu: É mesmo aí! Como adivinhaste?
    Ele: Nunca julguei!!! [Com um ar de criança surpreendentemente feliz.]
    Eu: Nunca julgaste o quê?
    Ele: Que viesse morar aqui para este prédio. É tão moderno...
    Eu: Quer dizer: ainda nem sequer assumimos, e tu já queres morar junto comigo?
    Ele: [Com ar resoluto.] Claro que sim!!!

    Pronto, nesta altura pensei que já estava a ser mais assustador do que piadético, e por isso resolvi terminar ali mesmo! Até porque me ensinaram que é feio brincar com coisas sérias.


    O rapaz? Devia ser psicologicamente perturbado! É a única explicação plausível...

    Psicologicamente Perturbado

    [Nota de redacção: o que se segue é uma private joke para alguns amigos visitantes deste blog.] Ainda duvidam que deixaram o meu cartão de contacto no balcão da recepção de um qualquer Hospital Psiquiátrico?

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - X terça-feira, março 14, 2006

    EsticãoFechou os estores com uma golpada decisiva, pois já estavam a precisar de ser substituídos. Rodou a chave e empurrou a porta para se certificar que estava bem trancada. Dirigiu-se à central de segurança, onde assinou a entrega da chave, e tomou o caminho de volta a casa, aquele que já conhecia bem.

    Já era tarde, mas a escuridão nunca a fez temer nada. Conhecia bem o parque, e quando entrou nele não podia imaginar. Foi quando, de repente, tudo se sucedeu de forma confusa: alguém veio por trás de si, arrancou-lhe a bolsa e desatou a correr. Inerte, ela ficou ali fincada sem saber o que fazer.

    À sua frente viu um vulto precipitar-se em direcção ao larápio e encheu-se de esperança. Assistiu serena a uma luta desigual, por isso não foi com surpresa que viu ser trazida de volta a sua bolsa pelas mãos do "herói acidental".

    Ele sorriu para ela, devolveu-lhe o acessório, e indagou:
    - Estás bem?
    - Sim. - anuiu ela nervosa - Um pouco atordoada, talvez!
    - Posso acompanhar-te a algum lado, ou levar-te a tomar qualquer coisa para te acalmares? - "apalpando o terreno".
    - Quer dizer... eu estou bem! E moro logo ali, junto do Tako.
    - Então fazemos o seguinte: eu acompanho-te até lá e sentamo-nos um pouco no café.

    Os restantes 5 minutos do trajecto até à praceta foram passados com as apresentações formais e umas expressões-chavão para quebrar o gelo. A companhia revelou-se agradável, e os convites sucederam-se!

    Passado um mês, e depois de uns tantos encontros estrategicamente planeados, o clima já estava bem trabalhado para ele "deixar cair a bomba da verdade":
    - Recordas-te do dia do assalto?
    - Claro que sim! Como me poderia esquecer? - recordou ela com algum pavor.
    - Eu queria que tu soubesses que nunca chegaste a correr um risco real.
    - Como assim? Que me estás a querer dizer? - indagou ela!
    - Eu e o rapaz que te "sacou" a bolsa estávamos combinados. Na verdade aquela foi a única forma que encontrei de chamar a tua atenção, pois há meses que tentava descobrir um meio de te conhecer.

    Ela levantou-se e saíu!

    [Por mais absurda que esta história possa parecer, foi bem real...]

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - IX sábado, março 11, 2006

    Esta semana experimentei algo de muito diferente: uma aula a turmas do 3º e 4º anos do 1º Ciclo! Todos nós sabemos que as criancinhas podem ser realmente cruéis, e de algum modo, por nunca ter experimentado a interacção com miúdos tão novos, estava apreensiva.

    Mal cheguei à escola reuniu-se em tropel um "bando" de putos de lanche em punho a fazer-me uma data de questões! Sorri...

    Depois ouço:

    Aluna: Oh teacher, a teacher é uma pop-star¹?
    Eu: Porque é que dizes isso?
    Aluna: Os meninos estão todos a dizer que a teacher parece uma pop-star...
    Eu: Mas porquê? Tenho ar de má²?
    Aluna: Não, teacher, porque a teacher é gira e tem muito estilo!

    @ Primary School

    Eu queria ter ficado ali a babar o resto do tempo, mas ao invés disso lá aproveitei a deixa para lhes dizer que é tão ou mais importante cultivar a beleza interior, que as pessoas não se podem avaliar apenas pela aparência, blá blá blá! (Não vou ficar a dissertar sobre isso, porque sei - ou pelo menos espero - que os visitantes deste blog saibam exactamente do que estou a falar!)

    Entretanto, e porque as criancinhas deixaram de ser o "meu" bicho-papão, vou respirar de alívio: ufa!!! Talvez seja esta a resposta ao meu futuro a curto-prazo... Ou talvez não!

    ________
    ¹ As pop-stars são as miúdas cool de um colégio que serve como pano de fundo a uma série juvenil. São as "ditas" populares da escola!
    ² Porque as originais pop-star são realmente matreiras.

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - VIII quinta-feira, março 09, 2006

    Casualmente DestinadoDia 15 (O mês não importa.)

    [03h22] Ele: Olá! Desculpa perguntar... (Até me sinto envergonhado!) Conheces-me?

    [03h25] Ela: Eu retribuo a pergunta, até porque não sei de onde veio este contacto...

    [03h28] Ele: Hummm... Um pouquinho estranho. Adicionaste-me há pouco, e por isso te enviei a mensagem. Não te lembras?

    [03h45] Ela: Não me posso lembrar de algo que não fiz. O mais assustador é que esta não é a primeira vez em que isto se sucede!

    [03h51] Ele: Talvez "tenhamos" alguém em comum e as novas tecnologias tenham pregado esta partida... de nos cruzar! Será possível?

    [03h55] Ela: Não acredito nessa versão, mas é preferível a pensar que tenha sido alguém a passar-se por mim.

    [04h10] Ele: Vamos esquecer este episódio. Não me parece apropriado levar-te a escrever e a justificar uma coisa que tu mesma não pediste.

    [04h18] Ela: Não faz mal... Fica bem!

    [04h23] Ele: Até chego a lamentar, porque me pareces ser uma pessoa que eu ia gostar de conhecer...

    Dia 23 (Do mesmo mês.)

    [01h23] Ele: Desculpa de novo... Acreditas no acaso? E se tivermos de dar uma oportunidade aos factos de acontecerem? Queria que me tivesses continuado a responder no outro dia!

    [20h42] Ela: Como tu próprio asseguraste, não fazia sentido!

    [20h55] Ele: Acreditas que há forças estranhas que se movem em torno de um mesmo objectivo? Nada te impele?

    [21h33] Ela: Que resposta esperas de mim?

    [21h37] Ele: A que tu quiseres dar...

    Dia 28 (Ainda no mesmo mês.)

    [17h19] Ele: Tenho pensado muito nisto, e a verdade é que continuo a acreditar que se não dermos esta oportunidade, estamos a trapacear o destino... Compreendo que não tenhas respondido, mas não deixo de pensar neste encontro casualmente destinado!

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - VII quarta-feira, março 01, 2006

    Justamente quando decorei todas as respostas da vida, mudaram todas as perguntas. [Américo Marques Ferreira]


    @Mesa.de.Café
    Como alguns sabem, e outros hão-de já ter reparado, sou de natureza questionadora. Já não sei se se trata de simples retorno à idade dos porquês ou se, pura e simplesmente, dela nunca terei saído! Seja como for, tal como naquele estádio da nossa infância, estou em fase de reconhecimento. Fui sentar-me numa confortável mesa de café onde estive em amena cavaqueira com a dona. Vale a pena ler a trama que ronda este diálogo. Vale a pena perceber a legitimidade e a força das respostas que encontrei…

    (...)

    Eu: Como podemos amar sem nos entregarmos?

    Ela: Quase da mesma forma em que nos devemos entregar sem amarmos realmente mas é diferente... é quase o contrário!

    Eu: Mas o amor e a entrega inconsciente não andam de mãos dadas?

    Ela: Claro que andam, mas nós podemos baralhá-los um bocadinho; fazemos com que a entrega insconsciente se distraia sem querer...

    Eu: Isso significa que temos de dividir a entrega por vários receptores?

    Ela: Não, nem por isso. É assim: a entrega inconsciente vai tomar café com a entrega consciente. Conversam e a entrega inconsciente começa a pensar duas vezes no que está a fazer, tornando-se um pouco mais consciente dentro da sua inconsciência!

    Eu: Na prática, em que é que isso se traduz? Deveremos realmente ser mais retraídos?

    Ela: Não se trata bem de uma retracção, mas antes de um estudo. Ao sabermos com o que podemos contar, como as outras pessoas lidam connosco e o que elas querem em relação a nós, estamos a criar defesas próprias para enfrentar possíveis imprevistos que possam acontecer. As conversas a dois e os "pontos de situação" da relação ajudam muito!

    Eu: [pensativa...]

    Ela: O grau de entrega vai depender do comportamento das outras pessoas em relação a nós e o seu progresso. Quando nos entregamos numa relação, esperamos sempre qualquer coisa dela porque algo nos atrai, porque algo nos quer transmitir segurança. Essa segurança vai crescendo à medida que as outras pessoas nos vão dando a conhecer como elas realmente são.

    Eu: E se as outras pessoas não falam, antes erguem defesas? Construímos um monólogo em frente de um escudo?

    Ela: As outras pessoas podem não falar, não querer falar, ignorar se falamos com elas, mas no seu íntimo elas simplesmente não percebem o que lhe está a acontecer. Cometemos muitas vezes o erro de, numa discussão, apontarmos o dedo ao que nos fizeram / fazem, o que faz com que a pessoa "acusada" se sinta irritada, incomodada e desorientada. Numa discussão devemos antes falarmos em nós, em como nos sentimos face às atitudes dessa pessoa, em como tentamos lidar com elas mas não conseguimos sozinhas abraçarmo-nos quando perdemos as forças.

    Eu: Então onde está o segredo da harmonia? Devemos observar mais em vez de agir? Porque se remarmos com muita força podemos ficar cansados e acabar por, inconscientemente, exigir o mesmo esforço físico, mental e psicológico às outras pessoas!

    Ela: As relações crescem a pouco e pouco e, quase ao mesmo ritmo, vamos conhecendo as outras pessoas, vamos conhecendo os seus comportamentos, as suas personalidades, os seus defeitos e as diferenças que possuem em relação a nós. Da mesma maneira que a relação evolui, nós vamo-nos adaptando às outras pessoas e elas a nós. Quando damos algo, inconscientemente, exigimos algo em troca; numa relação não podemos esperar que as outras pessoas se esforcem tanto como nós, para que ela resulte, simplesmente precisamos de sentir que, de alguma forma, as outras pessoas se dedicam realmente à relação como nós, através de que meio for.

    Eu: E se nunca chegarmos a sentir esse esforço, seja de que maneira for? É nessa altura que devemos "abandonar o barco"?

    Ela: Romanticamente poderia dizer que o barco nunca deve ser abandonado enquanto ainda existir o sentimento. O esforço se não for notado, terá que ser dialogado ou mesmo discutido. Quando numa relação uma das pessoas manobra o barco atravessando as tempestades, conduzindo o barco na calmaria, nunca abandonando o leme, enquanto a outra se limita a apanhar sol e ajudar com as velas, é como se ela já não estivesse realmente no barco.

    Eu: Depois de tudo isto, há uma questão que impera: será que alguém merece que realmente nos retraiamos por uma questão de luta pela sobrevivência da relação, ou deveremos esperar por outro alguém que tenha sede de nós, com todas as coisas que temos para dar?

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - VI sexta-feira, fevereiro 24, 2006

    Quem: um casal in their late twenties
    Quando: Sábado à noite
    Onde: numa qualquer mesa de café
    Como: Ela lê o jornal; ele olha à sua volta
    O quê: clara falta de empatia
    Porquê: a decifrar
    Contexto: sentados, sem falar um com outro, pensam...

    Casal aborrecidoEla: Porque é que ele não fala comigo? Será que está chateado com alguma coisa? Terá sido algo que eu fiz ou disse? Nem sequer reparou que mudei de penteado... Há pouco tocou o telemóvel: teria sido outra mulher? Ou estará à procura de um motivo para me levar a casa para estar à vontade para ir ter com os amigos? Sinto falta do seu carinho e da sua atenção... Nas últimas vezes que fizemos amor já nem sequer prestou atenção aos preliminares! Espera... agora não tira os olhos daquela mesa. De certeza que gostava de tentar seduzir aquela loira que acabou de entrar! Eu sabia... agora qualquer uma é melhor do que eu!!!!

    Ele: O Benfica ganhou ontem! #$*@%&, já ninguém atura a presunção dos lampiões!!!

    Questão: será que realmente falamos línguas diferentes?

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - V quarta-feira, fevereiro 08, 2006

    Melhores amigos

    Longevidade vs. QualidadeEle: Pedi-a em casamento!

    Amiga: Mas... estás louco? Só a conheces há 8 semanas!?!?!

    Ele: Não, estou apenas apaixonado e sei que ela é a mulher da minha vida.

    Amiga: Mas estão juntos há tão pouco tempo...

    Ele: O coração ordena! Senti que isto era o mais correcto a fazer. Posso levar mais de 8 semanas a preparar o casamento, mas quero que ela saiba, com toda a certeza, que é a ela que vou dedicar todo o meu amor durante o resto dos meus dias!

    Amiga: Tens noção do que dizes? Tens ideia que nada disso faz muito sentido?

    Ele: Porque me tentas trazer sempre à realidade, em vez de apenas ficares feliz por mim?

    Amiga: Só te estou a fazer perceber que estás a ser precipitado. Eu tenho uma relação com um pacote de leite no meu frigorífico há mais tempo do que tu te relacionas com ela!!!

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - IV sábado, janeiro 28, 2006

    Segredos, Confissões e DesilusõesSegredos, Confissões e Desilusões

    Chegou junto de mim a espavorecer: Não admira que não chegasse sequer a perceber o meu interesse por ele! Então não é que confessou estar apaixonado pelo L.?

    A tentar perceber o que me estava ela a querer revelar, libertei algumas perguntas curiosas e velozes: O quê? Não me estás a querer dizer que ele não se interessa por mulheres, estás? Como soubeste disso? Porque te fez ele essa confidência? Como te sentes?

    Enquanto se decidia pela ordem de respostas a dar-me, olhou-me com um ar de criança a quem haviam roubado um chupa-chupa que apenas chegou a cheirar e a desejar, e fez um estranho movimento com os lábios, que me levou à lembrança de um engraçado emoticon! Deixei escapar uma gargalhada sonora e abracei-a! Era perceptível que ela apenas precisava de algum afecto.

    Esta é uma frustração que até há uns anos atrás não iria com certeza perceber. O que ela agora desabafou comigo foi de algum modo semelhante a uma situação vivida por mim no início dos meus –intes! Quer dizer, na altura não estava de todo enamorada, tratava-se apenas de um fugaz interesse por alguém com quem me deliciava a conversar. Nunca consegui entender bem “o” porquê, mas a verdade é que naquela noite em que ele disse que já não aguentava mais esconder aquele segredo de mim, senti como se ele próprio me tivesse puxado o tapete de debaixo dos pés. Não foi uma desilusão de amor, tão pouco uma situação traumatizante, mas recordo com desprazer a tentativa em forçar um sorriso depois daquela informação.

    Claro que ele percebeu o meu ligeiro incómodo, chegando mesmo a questionar se teria feito ou não bem em dizer-me a verdade. Mais tarde viemos a desfazer algum possível mal-entendido, porque queria que ele percebesse que eu não estava de todo ofendida pela sua orientação.

    Cada um vive esta situação à sua maneira. Não há receitas… É muito diferente quando nos interessamos por um homem que está motivado para outra mulher: pode espezinhar-nos, até, mas se realmente o quisermos, saberemos que lutar por ele nunca será em vão! Mas casos como este só nos recordam que podemos estar muitas vezes, pura e simplesmente, e sem qualquer intento, na estrada errada!

    Para já sei que a J. precisará apenas de tempo para aceitar esta verdade e deixar-se convencer que a sua paixão não tem qualquer futuro! Para já sei que nenhuma palavra minha a pode confortar. Pobre J., continua com os lábios enviesados…

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - III segunda-feira, janeiro 23, 2006

    Casal para lá dos 80

    Cruzes e CruzadasEla: (...) e se colocares a cruz fora do quadrado, o teu voto será anulado!

    Ele: Graças a Deus eu não sofro de burrice ou Parkinson! Não sei por quem me tomas...

    Ela: Eu sei que tu sabes disso, A., mas lembrei-me de te recomendar. Não brinques com coisas sérias e vê lá se te lembras de desenhar a cruzinha legível e bem dentro do quadrado.

    Ele: Passaste uma vida inteira a desenhar cruzinhas nos quadrados mais errados do boletim do Totoloto e do Euromilhões, e nem por isso deixei de te amar...

    [Eu estava lá e assisti a tudo.]

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - II domingo, janeiro 15, 2006

    Entre Amigas

    Ela: Porque é que quando estamos apaixonados trazemos impresso no rosto um ar incontornavelmente ridicularizador?

    Amiga: Não sei se concordo com isso, até porque estaríamos a dizer que a paixão e o ridículo andam de mão dadas…

    Ela: E não é mesmo isso que acontece? Pessoa até escreveu que todas as cartas de amor são ridículas!

    Amiga: Agora estamos a falar de coisas diferentes. Se disseres que amor e paixão andam de mãos dadas talvez acredite, mas entre eles não há espaço para mais nada.

    Ela: Não é verdade, temos as desilusões.

    Entre AmigasAmiga: As desilusões é que são ridículas, pois não chegam realmente a ser de amor…

    Ela: Então que dizer do meu sorriso de adolescente enamorada?

    Amiga: Que é ridiculamente de fazer inveja a qualquer um!

    Sorriram de modo cúmplice e não trocaram nem mais uma palavra!

    Etiquetas:

    Crónicas da Vida Real - I terça-feira, janeiro 10, 2006

    Felicidade vs. Exigência @ Voz Oblíqua

    Ontem encontrei um amigo com quem não privava há algum tempo. Entre muitas outras coisas, conversámos sobre pessoas, e os laços que com elas criamos.

    O meu amigo desabafava sobre a sua vida sentimental: há 7 meses foi deixado pela namorada da altura. O que lhe pareceu ser um caminho sem retorno para a infelicidade, acabou por lhe parecer um excelente refúgio da realidade, pois semanas mais tarde veio a encontrar outra mulher que lhe dava atenção. Essa mulher tinha também sido deixada por alguém de quem ela realmente gostava, e tendo chorado muito nos ombros um do outro, tornaram-se confidentes, amigos, amantes, e logo a seguir, namorados!

    Parecia que a felicidade tinha tornado a habitar no seu interior. Parecia que os deuses e os anjos lhe tinham abençoado pela segunda vez com um amor sincero. Pobre criatura, mal podia imaginar que não se cura a mordida de um cão com a lambidela de outro. Pode sarar-se essa mesma ferida. Pode até deixar de nos magoar, mas a cicatriz fica para sempre lá, e poderá tornar-se mais visível com o passar do tempo...

    Impossível de o evitar, este meu amigo começou, passados alguns meses, a estabelecer o paralelismo entre as duas mulheres. Deu consigo a pensar em coisas tão insignificantes, como a forma como conduzem, como se sentam, as suas conversas, os seus amigos, o tipo de amigos, a sua vida social, o seu cargo profissional, etc. Com a primeira podia falar sobre qualquer assunto, sentindo-se confiante pela forma inteligente com que se entendiam. Por seu lado, esta segunda mulher, sendo tão reduzida em raciocínios lógicos, torna-o numa pessoa vulgar, alguém a quem nada é exigido, podendo andar no mundo apenas porque vê outros andarem! Na verdade esta segunda relação é muito mais confortável, porque os objectivos da mesma são diminutos. Passam tempo juntos, mas não fazem realmente nada de interessante. Por sua vez, com a primeira mulher era sempre tudo muito novo. Com ela ele aprendia realmente alguma coisa. Com ela ele era uma pessoa melhor.

    Outros homens sentir-se-iam cómodos apenas porque têm alguém, mas depois de passarmos horas nesta troca de pensamentos, não pude evitar de pensar e perguntei:

    Será que a nossa felicidade depende do nosso grau de exigência?

    A ideia pode ser assustadora, e explicar um pouco aquele artigo que mencionava há dois posts atrás! Quanto mais exigirmos de alguém para estar connosco, menos provável será encontrar esse alguém. Agora até se torna mais fácil perceber o porquê da minha querida avó estar sempre a dizer para eu esquecer a ideia de que existe um homem perfeito, porque não existe!

    * * * * *

    Hoje fui ao encontro do meu amigo! Pela primeira vez ele pensou realmente na sua felicidade. Pode não voltar para a primeira mulher, mas não se resigna ao pouco que a segunda lhe pode dar…

    Hoje estive com o meu amigo que tinha acabado de romper a sua relação!

    Etiquetas:

    Adrenalina na Auto-estrada quinta-feira, outubro 27, 2005

    O pneu estourou, ouviu-se um tilintar frenético, a mão voou decidida até à caixa de velocidade reduzindo a marcha, o carro girou de encontro aos rails de separação das vias, tornou a dar mais um pião, e foi impelido para a berma, atravessando sem pudor as faixas esquerda e direita, e caíu resoluto na vala de terra!

    Aconteceu ontem, ao quilómetro 268 da A1, que liga Lisboa ao Porto!

    Na verdade, eu estava com alguma pressa em ir visitar o meu pai, agora internado no Hospital S. Sebastião. Não estava propriamente com intenções de me juntar a ele nos cuidados intensivos...

    Etiquetas:

    Brilhantes Conclusões - II quinta-feira, outubro 20, 2005

    Ontem entrei na sala do Departamento de Línguas Estrangeiras, onde costumo desenvolver os meus trabalhos para a escola, mas com a confusão, ninguém ouviu o ranger da porta. Apanhei a conversa a meio, e apesar de não ter sido bem clara, foi perceptível que o alvo das "cusquices" era eu, e que pareciam estar a querer engendrar um plano para me anular!

    Sem sequer tentar disfarçar, fechei a porta e sorri, enquanto proferia o mais sincero Bom Dia!

    À hora de almoço, e no auge da hipocrisia, alargam o sorriso, colocam o olhar inocente e perguntam: "Porque é que não vens almoçar connosco? Vem, já não estamos todas juntas há muito tempo"! ¹

    E depois ainda me perguntam por que raio cada vez mais desprezo a mesquinhez das pessoas! Que p*** de sociedade...

    Fez-me lembrar uma bela conclusão do
    Carlos Moura há uns tempos atrás:

    «As pessoas são, em essência, más.
    Estou a começar a ficar convencido disso.
    Com o passar dos tempos, uns melhoram.
    Outros não.

    Cansa.
    »

    [Os próximos dias não se avizinham fáceis. Devido a um grave problema de saúde de um familiar muito próximo, e para lhe prestar todo o apoio, ausentar-me-ei da blogosfera. A menos que as coisas corram muito mal, a ausência será curta. Aqui virei de novo encontrar o apoio de todos, conhecidos, ou desconhecidos...]

    _____________________________
    ¹ A resposta? Está-se mesmo a ver: um valente, redondo, e explícito NÃO!

    Etiquetas: ,

     

     
     
    |Voltar ao Topo|