Voz Oblíqua: Janeiro 2007
 
    The Voice Mail

 

Voz Oblíqua

Voz: [subst. fem.] Produção de sons emitidos no ser humano pela laringe com o ar que sai dos pulmões; grito; clamor; linguagem; fig. opinião; poder; inspiração; conselho; sugestão. Oblíqua: [adj. fem.] enviesado; torto; vesgo; fig. indirecto; dissimulado; ambíguo; dúbio.
 
 
 

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      ANIMAL

     
    "Mulher bem servida em casa não come fora!" domingo, janeiro 28, 2007

    Após largos meses de ócio ininterrupto nesta área, ontem retomei aquele que já foi um velho e bom hábito: o teatro!

    Crise dos 40Usualmente prefiro monólogos, afinal gosto de coisas densas, criativas e culturalmente ricas. Mas uma boa comédia com um grupo de actores em palco não se dispensa. E quando a peça se chama Crise dos 40 e junta 4 bons comediantes portugueses torna-se espectáculo-a-não-perder! E não perdi…


    Crise dos 40 fala aos homens do mesmo modo que Confissões das Mulheres de 30 (que havia visto há quase dois anos) fala às mulheres! Ou seja, fala-se de crises de identidade, da visão da ruína em que a nossa própria vida se tornou, de como temos de recomeçar do 0 quando alguma coisa corre mal… Claro está que as dúvidas, os receios, as questões e as carências são tomadas de jeitos e formas diferentes por homens e mulheres, mas a ironia, o sarcasmo e o humor são idênticos!

    Se uma mulher se começa a preocupar aos 30 com os efeitos da gravidade, aos 40 preocupam-se os homens com o facto de estarem a ficar gordos e carecas… E a curva da felicidade, aquela desenhada pela barriguinha de cerveja, deixa de ser um motivo de orgulho para constituir um pesadelo! Uma década separa a tomada de consciência entre homens e mulheres (mas não se diz por aí que há factores genéticos que atrasam a maturidade do homem em relação à da mulher?), mas vale sempre a pena rir com as exasperações de cada um!!!

    ::: FICHA TÉCNICA :::

    Actores
    [Ou o clube dos taurinos]

    * Almeno Gonçalves *
    (O amigo-da-onça)
    * António Melo *
    (Um amigo. Um confidente. Um homem... que percebe de mulheres. Ou o Rosmaninho!)
    * Joaquim Nicolau *
    (O gordo, careca e abandonado.)
    * Fernando Ferrão *
    (O transtornado psicólogo.)

    Encenação
    * Celso Cleto *

    Voz Off
    * Sofia Alves *
    (Ou a Isabel que nunca ninguém vê.)

    Texto Original
    * Eduardo Galán *
    * Pedro Gomez *

    Tradução
    * Marta Mendonça *

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    Top 5 dos Momentos + Embaraçosos ::: Parte I domingo, janeiro 21, 2007

    Interrompo esta emissão para questionar: estaria algum de vocês a ouvir a Mega FM por volta das 09h30 da sexta-feira passada, dia 19 de Janeiro de 2007?

    Sim, então acusem-se: quem ouviu falar na Raquel "Pumba"? Porque eu vou acusar-me: fui eu a entrevistada!!! E no seguimento do relato do episódio na rádio, lembrei-me que seria giro partilhá-lo também convosco! E com isto tive mais uma ideia: criar uma rubrica dos momentos mais embaraçosos de que guardo memória!

    Eis o...

    top 5 dos momentos + embaraçosos


    Momento I

    Primeiro dia de trabalho após o convite irrecusável do pessoal da administração de uma multinacional holandesa no ramo da gestão de empreendimentos comerciais: levantei-me cedinho para não chegar com as normais olheiras, tomei um banho relaxante, hidratei a pele e o cabelo, maquilhei-me, penteei-me e escolhi no armário a roupa mais adequada, bem ao estilo sexy workaholic!


    Entre a papelada crescente em cima da secretária, e os telefonemas em ritmo ininterrupto, quase não tive tempo de respirar... ou de comer. Quando a fome apertou só tinha mesmo como alternativa descer a correr os 74 degraus que me separavam do piso de baixo e ir buscar uma sopa. Assim fiz!

    Só que, como se diz, "a pressa é inimiga da perfeição", o salto da bota do pé direito prendeu-se na bainha esquerda das calças e... caí redonda pelos degraus abaixo, até não ter mais por onde continuar a tombar!!!


    Oops...Quando voltei a mim, tentei recompor-me, e foi quando percebi que o salto da bota se tinha partido, a bainha das calças rasgado e a costura no rabo descosido... Estava ainda a perceber como poderia esgueirar-me dali sem ser vista, quando ouvi um risinho taciturno uns degraus mais acima! Prostrado a olhar para mim estava o administrador nacional da empresa, que havia ido lá naquele dia especialmente para me dar as boas-vindas e me oferecer umas dicas para entrar com o pé direito!

    Ele acabou por não conseguir guardar segredo daquele episódio e em poucos dias todos os meus colegas nos vários pontos do país já tinham ouvido falar da Raquel "nem sempre em pé"...

    Nunca mais vou esquecer tamanha vergonha! Ou uma das... Em breve seguir-se-á o relato das outras.

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    O meu melhor e mais fiel amigo... quinta-feira, janeiro 11, 2007

    ...nasceu num albergue de animais abandonados! Não sei de onde vieram os seus pais. Sei apenas que foram parar àquele albergue porque alguém os recolheu das ruas cruéis, onde durante muito tempo (demasiado, até!) estiveram à mercê da desumanidade de quem não lhes quis bem. Lá, por efeito das feromonas, procriaram alguns bonitos cachorros, entre os quais se encontrava o grande, o mediático e inconfundível: Sebastião Manuel Bonaparte!

    Sebastião Manuel BonaparteO Sebastião foi-me oferecido! Sim, veio de um albergue, mas não pela minha própria mão. Durante anos resgatei cães e cadelas da rua, conduzindo-os sempre a novos donos. Cada entrega era uma despedida custosa, e quem me conhecia bem sabia que lá bem no fundo eu desejava ficar com um deles (unzinho só) no meu apartamento, por muito que me dissessem que o lugar deles seria numa quinta, onde pudessem correr e ser livres.

    Alguém, como eu, acreditou que, mais importante do que vários hectares, seria um destes “ditos” rafeiros conseguir alguém que o amasse incondicionalmente, e sabia que eu era a pessoa perfeita para o conseguir. Assim, no dia 19 de Outubro de 2002, apenas um mês e nove dias após o seu nascimento, foi-me entregue uma encomenda muito especial num caixote de papelão e envolta num retalho de um cobertor velho!

    Confesso que no início fiquei hesitante sobre guardar ou não aquele pequenino e robusto corpo que chorava em tom de mimo e necessidade de carinho. Mas quando pousei o meu olhar no seu, ele inclinou ligeiramente a cabeça, esticou a língua em direcção ao meu nariz... e eu soube que ia querer aquela vida ao meu cuidado.

    Enquanto morei sozinha em Aveiro ele foi a minha mais presente, mais fiel e mais carinhosa companhia. Tornámo-nos inseparáveis: passeávamos juntos pela cidade, pela praia e por quantos mais parques houvessem. Levava-o comigo a todos os lados onde sabia não ir ter problemas por ele estar comigo, e ele tornou-se conhecido e reconhecido devido à sua simpatia (daí ter sido apelidado de SimpatiCão)!

    Sebastião Manuel BonaparteEntretanto mudámo-nos, ele "ganhou" mais gente ainda em casa para o acarinhar, e é um cão feliz, mimado e o centro das atenções da família! Distribui saúde e brinca até não poder mais...

    Às vezes olho-o e penso na sorte que ele teve por ter sido resgatado. Pergunto-me se os seus irmãos tiveram igual ventura. O seu pai, vim a saber, faleceu no albergue, e a sua mãe ainda lá está. Nunca mais procriou... Se o Sebastião não estivesse comigo e não tivesse arranjado outro qualquer dono, poderia estar ainda num albergue, a dormir ao frio, num qualquer canil enjaulado com dezenas de seus semelhantes, ou teria sido já vítima de uma eutanásia não desejada!

    Porque é isso que acontece todos os dias com milhões de rafeiros no mundo inteiro, a ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals) quer dar a conhecer ao mundo esta e outras histórias sobre adopções de animais abandonados, de forma a provar que é possível acreditar que todos possam ter uma igual história de amor e serem salvos de uma morte não almejada!

    Partilha aqui a história sobre o teu animal adoptado!

    Eles dedicam uma vida inteira a nós, e em troca pedem apenas alguns minutos de atenção. Oferecem-nos toda a sua lealdade, e não exigem provas idênticas! Não sei quem disse que eles são os nossos melhores amigos, mas tinha razão...

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    Amar-te-ei até... deixar de te amar! domingo, janeiro 07, 2007

    Há dias fui com um colega de trabalho a uma reunião numa instituição pública. Nascido e criado naquela terra, foi vagueando pelos corredores daquele organismo distribuindo cumprimentos e acenos!

    A determinada altura o meu colega roborizou, mostrou-se nervoso, e quando o olhei directamente nos olhos, esboçou um distinto sorriso amarelo. Uma senhora de meia-idade caminhava na nossa direcção com um olhar comprometido, e sem demais demoras exclamou:

    - Há anos que esperava encontrar-te, L., afinal vale a pena esperar. Espero que te encontres bem!

    O meu colega, cada vez mais nervoso, lá conseguiu devolver a saudação numa gaguez quase muda:

    - Sim, D.ª M., estou bem. Vejo que os anos quase não passaram por si! (O elogio tornou-se patético, pois foi uma clara tentativa de recuperar a confiança da sua interlocutora.)

    Ela retorquiu com agrura:

    - Com o tempo esqueci-me de todas as coisas que te queria dizer na altura, mas penso que o passar dos anos te há-de ter feito ganhar vergonha, e essa é a melhor lição que alguém te pode dar.

    Deixei-os a conversar à vontade, afinal eu não pertencia àquele cenário. E apesar de claramente envergonhado, eu percebi que o meu colega sentia aquele sermão como merecido.

    Quando dei por mim, tinha os passos dele a seguir-me, e apressámo-nos a entrar na sala de reuniões onde nos aguardavam. Estávamos mesmo em cima de um potencial atraso!

    Quando terminámos, não pude deixar de fazer a derradeira questão:

    - Quem era aquela senhora, e de que te falava ela? Nunca te vi assim tão nervoso...

    Quando chega ao fim...Foi então que ele me explicou que aquela era a mãe de uma ex-namorada dele, com quem ele se relacionou durante 8 anos. As coisas terminaram, contou ele, de uma forma vergonhosa, pois ele, farto daquela união, mas sem a coragem e a maturidade de o admitir à outra parte interessada, decidiu-se por um acto puramente egoísta: começar a andar com outra miúda ao mesmo tempo, até que alguém o visse e contasse à namorada que, claramente, nunca mais o quereria ver!

    Apesar de não ter sido a primeira vez que ouvi uma história idêntica, a verdade é que me senti incomodada com aquela explicação. Como é que alguém pode ser assim tão baixo? E quantas mais formas existem de dar por terminadas relações, destruindo por completo o coração da cara-metade?

    Gostava de ter a vossa ajuda: confessem-se! Partilhem histórias do género, revelem de que modo já deixaram para trás um(a) namorado(a), ou de como já foram abandonados(as)!!!

    Surpreendam-me...

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    À entrada de 2007! terça-feira, janeiro 02, 2007

    Ao contrário daquilo que tem sido hábito, este ano não vou renovar votos de saúde, felicidade, amor e amizade para os próximos 365 dias! Não vos vou dizer que a força, a garra e a perseverança são as chaves para enfrentar todos os senãos com que nos deparamos no decorrer do calendário. Não vou fazer-vos acreditar que o mundo é recto e que quem batalha vence sempre! O que tiver de ser, será...

    Tenho a confessar-vos que o ano de 2006 trouxe alguma prosperidade à minha vida, em forma da estabilidade que eu tanto almejava! Tive a audácia de voltar as costas à carreira em que tinha apostado, e para a qual estudei, e aprendi a fazer coisas novas. Estou numa área profissional em que nunca pensei estar. E estou a gostar!

    Conheci pessoas que não valeram a pena! Mas construí novas amizades e enraizei algumas mais antigas e bem valiosas! Porém perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida. Arrisco a dizer que perdi quem melhor me conhecia. Às vezes sabia mais de mim, do que eu mesma. O meu melhor amigo deixou a vida terrena… aos 33 anos, vítima de um aneurisma! Mas fazendo minhas as palavras que ele tantas vezes proferia, “se a vida não te sorri, faz-lhe cócegas”! (Onde quer que estejas, meu amigo, continua a sorrir. A imagem de ti, que guardarei para sempre em mim, será o meu motor!!!)
    2007
    Assim, e no início de um novo ciclo, ao contrário de votos, tenho uma sugestão: vivam ao máximo, como se amanhã fosse o vosso último dia. Não se magoem, e sobretudo, não magoem ninguém. Dêem valor a cada sopro. E vivam. Vivam até à exaustão!!!

    [Para Paulo F. ::: 22.Outubro’72 – 08.Setembro’06]

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