Voz Oblíqua: Janeiro 2006
 
    The Voice Mail

 

Voz Oblíqua

Voz: [subst. fem.] Produção de sons emitidos no ser humano pela laringe com o ar que sai dos pulmões; grito; clamor; linguagem; fig. opinião; poder; inspiração; conselho; sugestão. Oblíqua: [adj. fem.] enviesado; torto; vesgo; fig. indirecto; dissimulado; ambíguo; dúbio.
 
 
 

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    Crónicas da Vida Real - IV sábado, janeiro 28, 2006

    Segredos, Confissões e DesilusõesSegredos, Confissões e Desilusões

    Chegou junto de mim a espavorecer: Não admira que não chegasse sequer a perceber o meu interesse por ele! Então não é que confessou estar apaixonado pelo L.?

    A tentar perceber o que me estava ela a querer revelar, libertei algumas perguntas curiosas e velozes: O quê? Não me estás a querer dizer que ele não se interessa por mulheres, estás? Como soubeste disso? Porque te fez ele essa confidência? Como te sentes?

    Enquanto se decidia pela ordem de respostas a dar-me, olhou-me com um ar de criança a quem haviam roubado um chupa-chupa que apenas chegou a cheirar e a desejar, e fez um estranho movimento com os lábios, que me levou à lembrança de um engraçado emoticon! Deixei escapar uma gargalhada sonora e abracei-a! Era perceptível que ela apenas precisava de algum afecto.

    Esta é uma frustração que até há uns anos atrás não iria com certeza perceber. O que ela agora desabafou comigo foi de algum modo semelhante a uma situação vivida por mim no início dos meus –intes! Quer dizer, na altura não estava de todo enamorada, tratava-se apenas de um fugaz interesse por alguém com quem me deliciava a conversar. Nunca consegui entender bem “o” porquê, mas a verdade é que naquela noite em que ele disse que já não aguentava mais esconder aquele segredo de mim, senti como se ele próprio me tivesse puxado o tapete de debaixo dos pés. Não foi uma desilusão de amor, tão pouco uma situação traumatizante, mas recordo com desprazer a tentativa em forçar um sorriso depois daquela informação.

    Claro que ele percebeu o meu ligeiro incómodo, chegando mesmo a questionar se teria feito ou não bem em dizer-me a verdade. Mais tarde viemos a desfazer algum possível mal-entendido, porque queria que ele percebesse que eu não estava de todo ofendida pela sua orientação.

    Cada um vive esta situação à sua maneira. Não há receitas… É muito diferente quando nos interessamos por um homem que está motivado para outra mulher: pode espezinhar-nos, até, mas se realmente o quisermos, saberemos que lutar por ele nunca será em vão! Mas casos como este só nos recordam que podemos estar muitas vezes, pura e simplesmente, e sem qualquer intento, na estrada errada!

    Para já sei que a J. precisará apenas de tempo para aceitar esta verdade e deixar-se convencer que a sua paixão não tem qualquer futuro! Para já sei que nenhuma palavra minha a pode confortar. Pobre J., continua com os lábios enviesados…

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    Saltos Gerifaltos quarta-feira, janeiro 25, 2006

    Saltos GerifaltosTake off your shoes! I hate the sound they make when you walk! Penso que isto seria uma óptima guide line para os meus alunos, caso eles a soubessem pronunciar em good english, ou pelo menos encontrassem a coragem necessária para a proferir em voz alta! Pelo menos é o que interpreto dos seus olhares de esguelha em direcção aos meus pés enquanto me passeio pela sala de aula, não podendo também deixar de tomar em consideração um comentário mais atrevido de há dias: «Oh stôra, eu nem preciso de estar atento a olhar para si quando copio nos testes; basta estar atento à direcção do som do seu andar»!

    O meu fascínio pelos saltos altos não é remoto, uma vez que fui maria-rapaz até à maioridade, mas a verdade é que se tornou rapidamente num vício que oculta um enorme complexo: a altura! Tinha 12 anos, e do alto dos meus 162cm de altura orgulhava-me com os comentários e as previsões dos familiares, que anunciavam que me viria a tornar numa jovem altíssima e altissonante! Disseram-no tantas vezes, que acabaram por amaldiçoar o meu crescimento (tendemos sempre a encontrar culpados para as nossas frustrações), acabando eu por estagnar no 1.66m (ou 1.66 e ½, como gosto de dizer com exactidão) por volta dos 13/14 anos! A verdade é que desde então não subi nem mais um centímetro em direcção ao céu...

    Talvez por na idade do armário ter acreditado piamente que ia ter um futuro promissor enquanto "escadote humano", não consigo actualmente lidar muito bem com o ter de olhar para cima enquanto falo com terceiros, principalmente os da nova geração. Ir a uma discoteca ou a um bar torna-se num suplício, principalmente quando a única justificação que encontro para estar sempre a ser acotovelada é a minha "aparente" invisibilidade. Comprar calças pode ser também desesperante, principalmente quando me vejo forçada a chamar a menina que me atende, que por norma desce do alto dos seus 175cm numas confortáveis sabrinas para marcar a bainha das minhas calças, proferindo naquele que me parece sempre um tom jocoso: «Subimos então a perna 10cm, né?». O ter de ficar em pontas para beijar alguém torna-se gracioso e faz lembrar um qualquer truque cinematográfico dos filmes da pequeníssima Meg Ryan, onde ela tem de subir a um pequeno banco de madeira para disfarçar a disparidade de altura que a separa dos seus companheiros de ecrã!

    Andar sempre de saltos altos, mesmo com aqueles que se esgueiram por entre as fendas das pedras da calçada, fez-me ter mais cuidado com o equilíbrio, não sendo por isso hoje difícil de me encontrar a executar as tarefas mais estranhas em cima de autênticas açoteias! Há mesmo quem diga que não há ninguém como eu a subir escadotes em saltos-agulha.

    Apesar de tudo, mesmo tendo a vantagem de caber facilmente debaixo de um abraço confortável, eu só gostava de não ter de recorrer a quaisquer artifícios para ver o sol nascer antes de todos os outros...

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    Crónicas da Vida Real - III segunda-feira, janeiro 23, 2006

    Casal para lá dos 80

    Cruzes e CruzadasEla: (...) e se colocares a cruz fora do quadrado, o teu voto será anulado!

    Ele: Graças a Deus eu não sofro de burrice ou Parkinson! Não sei por quem me tomas...

    Ela: Eu sei que tu sabes disso, A., mas lembrei-me de te recomendar. Não brinques com coisas sérias e vê lá se te lembras de desenhar a cruzinha legível e bem dentro do quadrado.

    Ele: Passaste uma vida inteira a desenhar cruzinhas nos quadrados mais errados do boletim do Totoloto e do Euromilhões, e nem por isso deixei de te amar...

    [Eu estava lá e assisti a tudo.]

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    Dever vs. Direito domingo, janeiro 22, 2006

    Boletim ViciadoNão percebo porque todos lhe chamam um dever cívico! Para mim é claramente um direito adquirido, que perpetro sempre com orgulho. Que mais não seja por uma questão de préstimo àqueles que tiveram a "cabeça a prémio" aquando da luta pela democracia!

    O meu já foi hoje cumprido, e apesar de ter sorrido sozinha na tentação de dizer na mesa de voto o que se lê no boletim aqui do lado, acabei por votar séria e conscientemente! Senti-me como que na Casa do Big Brother, pois pela primeira vez no meu historial eleitoral não votei no candidato da minha predilecção, mas estrategicamente noutro.

    Quem me conhece sabe que nem a ferros discuto política, por isso escusar-me-ei posteriormente a tecer quaisquer considerações acerca dos resultados! Creiam apenas que o candidato eleito hoje será um importante elemento de travagem ou aceleração (dependendo de quem tomar o cargo) da minha vontade de emigrar! Infelizmente, e porque continuo com um sexto sentido apurado, penso que a partir desta noite passarei a tratar do meu processo de "pregação noutra freguesia" a 200km/h...

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    Memo sábado, janeiro 21, 2006

    Cabine de VotoNão, isto aqui do lado não é um vestiário para vos trazer à memória qualquer pensamento obsceno!

    Nem sequer o privativo de um WC público (e se lá resolverem urinar, não assumo quaisquer responsabilidades)!

    É apenas uma cabine de voto para vos recordar o vosso direito cívico de amanhã! Vão lá, e mesmo que não se queiram responsabilizar por qualquer escolha, aproveitem para dar largas à vossa veia criativa e "redesenhem" os candidatos (se o vosso boletim for o mais original, ainda se arriscam a ter honras noticiosas no horário nobre)! Não se envergonhem de perguntar bem alto se não têm outro boletim para vocês, porque não gostam das opções que vos deram. E se demorarem imenso tempo, não se coíbam, afinal não é fácil decidir qual dos candidatos arruinará Portugal mais rapidamente, com a esperança que nuestros hermanos nos queiram agregar a eles!

    Ah, melhor do que qualquer sondagem que promete avançar já com o nome do candidato eleito às 20h de amanhã, tenho uma previsão certa, construída com base numa análise minuciosa ao cérebro previsível dos portugueses! Respondo a todas as questões em privado!

    Não vos vou incitar ao voto consciente. Vou apenas recordar-vos que o conceito "democracia" só faz sentido se fizermos uso dos seus princípios mais básicos!

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    Passagens e Passageiros quarta-feira, janeiro 18, 2006

    Passagens e Passageiros @ Voz OblíquaOntem fiz uma viagem de comboio, sentando-me num daqueles conjuntos de 4 assentos (dois frente a dois). Não me perguntem porquê, mas desta forma sinto uma estranha proximidade relativa aos outros passageiros.

    Uma das coisas que mais gosto nos comboios, para além do conforto, é da oportunidade que damos à nossa imaginação de voar à procura de respostas aos “porquês” dos que nos rodeiam: quem são, para onde vão, de onde vêm… Os que privam comigo sabem que, apesar de não ser distraída, sou muito pouco observadora! Mas em viagens de comboio tento-me numa arrepiante e inevitável necessidade de olhar em volta e “estudar” as pessoas que me rodeiam.

    Ouço as colegas de turma que discutem o grau de parvoíce do professor por este ter dado melhor nota à Rita do que à Filipa, quando a primeira claramente se esforçou mais. Atrás vão as duas amigas que comentam que o Ricardo, para além de giro, é inteligente, e está quase, quase, a convidar a Adriana para sair. Ah, Adriana, quanto te invejavam elas! Ao meu lado os colegas de trabalho cúmplices trocam comentários de malícia e mordacidade acerca das mulheres do escritório, olham de esguelha para as miúdas mais giras da carruagem, mandam piropos, olham em volta e envergonham-se quando pousam o seu olhar no meu, que os observa sorridente. Duas velhotas entram na carruagem cheia, e poucos são os que prontamente lhes oferecem o seu lugar. Percebo que o revisor (ou como gostávamos de lhe chamar quando éramos crianças: o pica-bilhetes) gordo, de bigode preto, sisudo e rezingão do passado deu agora lugar a uma jovem no início dos "intas" que desempenha a sua tarefa com toda a simpatia e graciosidade apoiando-se nuns saltos finos de 10 centímetros (os homens não perceberão nunca a perícia necessária para este equilíbrio).

    As pessoas entram e saem, renovam-se, dão lugar a cada vez mais pessoas giras e curiosas, e acabo sentada frente a um jovem alto, com ar de metrosexual ¹, que parece atarefado e habitué destas viagens. O telefone dele toca e a conversa gira em torno de uns projectos que deverão ser entregues no dia seguinte para que o chefe os aprove. A avaliar pelas suas palavras e pela enorme pasta preta que carregava consigo, pensei que poderia trabalhar na área de Design ou Arquitectura. De tantas vezes a porta fechar e abrir sentiu-se uma aragem de frio desconfortável, pelo que o meu “companheiro” de viagem espirrou! Prontamente olhei para si e proferi Saúde! Ele devolveu-me o olhar num misto de surpresa e curiosidade, sorriu e disse Obrigado. Voltei às páginas do meu livro – entretanto as observações haviam já terminado – e ouvi-o dizer: «Não é habitual as pessoas darem sinais de sociabilidade enquanto viajam de comboio». Este foi o mote para uma conversa que se estendeu pelos próximos 40kms. Infelizmente percebemos que as pessoas hoje em dia estão de tal modo fechadas sobre si mesmas, que é bem provável que não ouçam o que as rodeia, mesmo quando se trata de um ruidoso e estridente espirro.

    De entre as poucas hipóteses apresentadas para justificar e sustentar este egoísmo exacerbado em que nos vemos imersos, deixámos escapar uma pergunta que ficou retida no ar à espera de uma resposta genial:

    Em que parte da História Social o pormenor de dizer Saúde àquele que espirra deixou de ser um acto de educação e cordialidade, para passar a ser uma mostra de simpatia pouco usual?

    _____________________
    ¹ Termo originado nos finais dos anos 90, pela junção das palavras metropolitano e heterossexual, sendo uma gíria para um homem heterossexual urbano excessivamente preocupado com a aparência, gastando grande parte do seu tempo e dinheiro em cosméticos, acessórios e roupas de marca. @ Wikipédia

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    Final de Sex and the City terça-feira, janeiro 17, 2006

    (Atenção: este post não serve os interesses dos não-curiosos. Pára de ler se não quiseres saber mais sobre o que a TV só irá mostrar ao serão!)

    Está tudo a postos para esta noite: pipocas, pijama confortável e muita curiosidade (confesso que fica a faltar "a" companhia, mas nem tudo pode ser perfeito)! Para quê?, perguntam vocês.

    Hoje à noite a SIC irá transmitir os últimos episódios da minha série favorita de sempre: Sexo e a Cidade! Na passada semana caminhávamos já para o final de uma era, e o véu ficou de algum modo levantado! Gerada a curiosidade, criaram-se expectativas e fizeram-se apostas! Todas as perguntas e respostas para conferir em:

    Episódio 93: An American Girl in Paris (Part Une)
    Episódio 94:
    An American Girl in Paris (Part Deux)

    Há meses que me tentava com a ideia de ler na internet o resumo dos episódios, ou de fazer o download e antecipar a visualização dos mesmos! Mas resisti...

    De qualquer modo há dois dias falava com um amigo que já viu os derradeiros episódios e não consegui evitar fazer uma pergunta: com quem fica a Carrie? Ao invés de replicar, ele lançou no ar uma outra pergunta: com quem gostavas que ela ficasse? Sem grandes hesitações dei uma resposta sob a minha perspectiva romântica: com o Big, obviamente!


    Big & Carrie

    Pela minha resposta sou bombardeada com:
    «Mas o que é que as mulheres tanto gostam nos cabrões?»

    Dada a dureza das tuas palavras, querido Francisco, eu tenho a tecer as seguintes considerações:

    * Sou romântica incorrigível, e acredito em amores impossíveis (esta parte já te tinha dito).

    * As mulheres não gostam de cabrões, mas talvez se sintam tentadas com homens misteriosos...

    * Não julgues que somos masoquistas, pois não é verdade. Temos vontade de ser felizes, mas as mais lutadoras não se agarram a um qualquer [e a propósito disto lembra-te do meu post
    Nós, as Mulheres, e o Casamento, e das duas relações sérias (Aidan e Berger) que a Carrie manteve numa - diga-se que frustrada - tentativa de esquecer o Big]!

    * Por vezes podemos nem sequer estar perante um grande amor, mas basta-nos a visão passada de uma relação mal trabalhada ou por concluir para acreditar que aquele é the one (crê que sei muito bem do que estou a falar). Assim, somos forçadas a voltar ao passado, terminar aquilo que ficou por rematar, para só depois conseguir seguir em frente com "outro" alguém.

    Com tudo isto, penso que será importante referir ainda o facto de que, sem dúvida, e numa perspectiva de compromisso, a mulher prefere homens estáveis e românticos do seu lado, mas, pela aventura e pela excitação, todas se sentem pelo menos uma vez na vida seduzidas pelos "Mr. Big" que assolam o mundo!

    Enjoy the show...

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    Crónicas da Vida Real - II domingo, janeiro 15, 2006

    Entre Amigas

    Ela: Porque é que quando estamos apaixonados trazemos impresso no rosto um ar incontornavelmente ridicularizador?

    Amiga: Não sei se concordo com isso, até porque estaríamos a dizer que a paixão e o ridículo andam de mão dadas…

    Ela: E não é mesmo isso que acontece? Pessoa até escreveu que todas as cartas de amor são ridículas!

    Amiga: Agora estamos a falar de coisas diferentes. Se disseres que amor e paixão andam de mãos dadas talvez acredite, mas entre eles não há espaço para mais nada.

    Ela: Não é verdade, temos as desilusões.

    Entre AmigasAmiga: As desilusões é que são ridículas, pois não chegam realmente a ser de amor…

    Ela: Então que dizer do meu sorriso de adolescente enamorada?

    Amiga: Que é ridiculamente de fazer inveja a qualquer um!

    Sorriram de modo cúmplice e não trocaram nem mais uma palavra!

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    Apetecia-me... sexta-feira, janeiro 13, 2006

    Vai ser um fim-de-semana de restabelecimento de forças! Quem me dera trocar tudo para poder ir brincar na neve!!!

    Vou pedir orientações de spots ao amigo Pingú da Zona Franca, e encontramo-nos por lá, sim?

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    Crónicas da Vida Real - I terça-feira, janeiro 10, 2006

    Felicidade vs. Exigência @ Voz Oblíqua

    Ontem encontrei um amigo com quem não privava há algum tempo. Entre muitas outras coisas, conversámos sobre pessoas, e os laços que com elas criamos.

    O meu amigo desabafava sobre a sua vida sentimental: há 7 meses foi deixado pela namorada da altura. O que lhe pareceu ser um caminho sem retorno para a infelicidade, acabou por lhe parecer um excelente refúgio da realidade, pois semanas mais tarde veio a encontrar outra mulher que lhe dava atenção. Essa mulher tinha também sido deixada por alguém de quem ela realmente gostava, e tendo chorado muito nos ombros um do outro, tornaram-se confidentes, amigos, amantes, e logo a seguir, namorados!

    Parecia que a felicidade tinha tornado a habitar no seu interior. Parecia que os deuses e os anjos lhe tinham abençoado pela segunda vez com um amor sincero. Pobre criatura, mal podia imaginar que não se cura a mordida de um cão com a lambidela de outro. Pode sarar-se essa mesma ferida. Pode até deixar de nos magoar, mas a cicatriz fica para sempre lá, e poderá tornar-se mais visível com o passar do tempo...

    Impossível de o evitar, este meu amigo começou, passados alguns meses, a estabelecer o paralelismo entre as duas mulheres. Deu consigo a pensar em coisas tão insignificantes, como a forma como conduzem, como se sentam, as suas conversas, os seus amigos, o tipo de amigos, a sua vida social, o seu cargo profissional, etc. Com a primeira podia falar sobre qualquer assunto, sentindo-se confiante pela forma inteligente com que se entendiam. Por seu lado, esta segunda mulher, sendo tão reduzida em raciocínios lógicos, torna-o numa pessoa vulgar, alguém a quem nada é exigido, podendo andar no mundo apenas porque vê outros andarem! Na verdade esta segunda relação é muito mais confortável, porque os objectivos da mesma são diminutos. Passam tempo juntos, mas não fazem realmente nada de interessante. Por sua vez, com a primeira mulher era sempre tudo muito novo. Com ela ele aprendia realmente alguma coisa. Com ela ele era uma pessoa melhor.

    Outros homens sentir-se-iam cómodos apenas porque têm alguém, mas depois de passarmos horas nesta troca de pensamentos, não pude evitar de pensar e perguntei:

    Será que a nossa felicidade depende do nosso grau de exigência?

    A ideia pode ser assustadora, e explicar um pouco aquele artigo que mencionava há dois posts atrás! Quanto mais exigirmos de alguém para estar connosco, menos provável será encontrar esse alguém. Agora até se torna mais fácil perceber o porquê da minha querida avó estar sempre a dizer para eu esquecer a ideia de que existe um homem perfeito, porque não existe!

    * * * * *

    Hoje fui ao encontro do meu amigo! Pela primeira vez ele pensou realmente na sua felicidade. Pode não voltar para a primeira mulher, mas não se resigna ao pouco que a segunda lhe pode dar…

    Hoje estive com o meu amigo que tinha acabado de romper a sua relação!

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    Parabéns, Kitty! segunda-feira, janeiro 09, 2006

    Hello KittyEla é kerida, inteligente, talentosa, taful e yuppie! É a "nossa" KITTY, tal qual a conhecemos...


    É assim, entre aptidões e habilidades, entre simpatia e paciência (e só Deus sabe o quanto esta miúda me atura!!!*), ou entre sorrisos no meio de tempestades... Lista adjectival nenhuma deixaria transparecer tudo aquilo que admiro nela!

    Por isso, neste dia tão especial, peço a todos para se levantarem comigo e a aplaudirem enquanto apaga as
    27 velas + uma!

    Feliz Aniversário @ Voz Oblíqua





    Adenda: a minha amiga encaracolada também soprou as velas ontem, e eu cometi o erro irremediável de falhar na data, e chegar um dia atrasada. Aqui fica um pedido de desculpa junto com um enorme beijo de parabéns... atrasados*!

    *

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    Nós, as Mulheres, e o Casamento sexta-feira, janeiro 06, 2006

    O artigo tem cerca de um ano, mas ainda me recordo de ler no Diário Digital a notícia com o seguinte título: Mulheres inteligentes têm mais dificuldade em casar! Não, este não pretende ser um post feminista, ou particularmente derrotista. Veio-me à cabeça uma pequena dissertação sobre isto quando ouvia hoje o anúncio da abertura de portas da ExpoNoivos a decorrer na FIL a partir de hoje, e até ao próximo Domingo.

    Nas cidades já não é normal as miúdas acabarem o liceu e casarem na ânsia de construir uma família feliz, acabando por perceber da pior forma que este título faz apenas sentido num menu de um restaurante chinês. As raparigas com maior acesso à informação desde cedo mostram largo interesse em estudar e construir uma carreira profissional, ignorando limar os afectos.

    Nas aldeias, onde o buço ainda impera, há que casar e procriar cedo, porque se já assim foi difícil encontrar pretendente, com rugas seria bem pior! E há que garantir a continuação da espécie...

    Lembro-me de aos nove anos, aquando da minha Comunhão Solene (que bonita que eu ia - perdoem-me a falsa modéstia), ter recebido inúmeras prendas para o meu enxoval. Foram de tal forma importantes para mim que estão desde então "enclausuradas" num baú comprado para esse mesmo propósito!

    Apesar de não ter tido exemplos de casamentos falhados no meu meio familiar, eu nunca tive uma boa opinião acerca dessa “instituição”. Quer dizer, hoje tenho maturidade suficiente para afirmar que acredito ser possível amar, respeitar e ser fiel a uma única pessoa durante longos e largos anos, mas penso que a tarefa mais difícil será dividir a cama com o mesmo homem toda a vida! Não me interpretem mal, não estava sequer a colocar em hipótese a infidelidade. Mas todos precisam do seu espaço: quem casa quer casa, mas se possível com um quarto comum, mais dois quartos para os momentos de orgasmos-mentais-solitários com uma pequena nota na maçaneta da porta com um simpático Keep away! Essa será, aliás, a única cláusula do contracto pré-matrimonial que eu possa vir a fazer…

    A grande novidade trazida por esta questão será que os temas que conduzem à discussão, e consequente separação, podem ser os mais variados, por isso, rapazes!, para agradar as vossas miúdas inteligentes é bom que saibam o índice actual do Psi20 ou pelo menos sejam capazes de prever com exactidão o número de anos necessários para os portugueses atingirem a retoma económica, para além de traçarem um possível plano estratégico! Se tiverem a “sorte” de encontrar alguma lunática como eu pela vossa frente não se surpreendam se acabarem a discutir a ditadura interna entre as partes orientalmente pobres e as ocidentalmente europeizadas da China!

    A imagem da mulher independente e com uma carreira de sucesso entra pela nossa casa a toda a hora, mas será mesmo que nos queremos tornar numa Carrie Bradshaw ou numa Ally McBeal? Ou acabaremos desesperadas como a nossa amiga Cathy ilustrada nas imagens?

    Talvez conseguiremos atingir um meio termo, e dentro em breve a inteligência possa ser a ferramenta primordial para saber conduzir um casamento na estrada do sucesso, ao invés de ser a base para o levar à destruição!

    Façam o favor de ser inteligivelmente felizes!


    ·▪•●•▪·▪•●•▪·▪•●•▪·

    Podemos saber lidar e organizar na perfeição uma pilha de documentos burocraticamente chatos!




    Mas estaremos realmente preparadas para o caos pessoal, e para a inevitável solidão?

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