Voz Oblíqua: O Mistério da Bicicleta Desaparecida ou<br>Vamos Brincar ao "Supônhamos"
 
    The Voice Mail

 

Voz Oblíqua

Voz: [subst. fem.] Produção de sons emitidos no ser humano pela laringe com o ar que sai dos pulmões; grito; clamor; linguagem; fig. opinião; poder; inspiração; conselho; sugestão. Oblíqua: [adj. fem.] enviesado; torto; vesgo; fig. indirecto; dissimulado; ambíguo; dúbio.
 
 
 

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    O Mistério da Bicicleta Desaparecida ou
    Vamos Brincar ao "Supônhamos"
    sexta-feira, abril 21, 2006

    CyclingSuponhamos que entram no prédio onde moram e reparam numa “mancha vazia” no local onde haviam deixado a bicicleta guardada antes de irem uns dias de férias para casa da família.

    Suponhamos que não vão logo à polícia porque têm a leve suspeita de que não foi roubada por estranhos, mas por alguém bem próximo…

    Suponhamos que encontram um canalizador que anda há uns dias a fazer reparações na estrutura do prédio, e quando o questionam sobre o assunto, acabam por ver a vossa teoria confirmada.

    Suponhamos que ligam inúmeras vezes à pessoa que detém a vossa bicicleta, que para além de não vos atender, não responde às vossas mensagens.

    Suponhamos que, passados dois dias, encontram essa mesma pessoa no prédio, pedem-lhe a bicicleta, e ela não a entrega, acusando-vos de se quererem estar a apropriar de algo que não é vosso.

    Suponhamos que duas testemunhas lhe confirmam que a bicicleta é vossa, e ela reitera a não devolução da mesma, chantageando-vos com algumas cedências que espera da vossa parte.

    Suponhamos que é impossível travar uma conversa com essa pessoa, e desistem de conduzir o assunto pelo entendimento particular.

    Suponhamos que vão à polícia fazer a participação do roubo, e que por não possuírem a factura da bicicleta, se vêem forçados a chamar à esquadra a pessoa que vo-la ofereceu há uns anos, para além de outras duas testemunhas que garantam que vos viram a pedalar recentemente.

    Suponhamos que depois de horas na esquadra a polícia vos diz que não podem aceitar a queixa por furto, dado existir uma ligação entre vocês e a pessoa que a detém.

    Suponhamos que a única queixa que podem apresentar é por abuso de confiança (sim, é crime!), mas que as custas ascendem os € 200,00.

    Suponhamos que se cansam de seguir por vias correctas e ordeiras…

    O que fazem a seguir?

    Sugestão: Pedem a amigos próximos para fazer um pouco de teatro, e vão junto da pessoa que detém a vossa bicicleta. Apresentam duas amigas como Consultoras Jurídicas, e um amigo como agente à paisana da Polícia de Segurança Pública. Dão uma ensaboadela à senhora, os amigos estabelecem os limites de entendimento no âmbito da devolução da bicicleta e com relação a contactos futuros entre a tresloucada e a visada do furto-que-afinal-não-é-furto-mas-abuso-de-confiança!!!

    [E sim, este surreal e bizarro episódio passou-se comigo! Ainda se lembram dos tais cartões de contacto deixados ao acaso no balcão do Hospital Psiquiátrico? Enfim...]

    Etiquetas:

    7 Comments:

    At 21 abril, 2006 23:10, Blogger brun0.m@rkez said...

    Eu nao acredito!!
    Tu és uma qualquer personagem de BD!
    É cada coisa...
    lol

    só tu...

    jokas

     
    At 21 abril, 2006 23:10, Blogger brun0.m@rkez said...

    já agora!!
    deves viver em Wisteria Lane, é k só pode!!

    :)

     
    At 22 abril, 2006 03:27, Blogger Alien David Sousa said...

    A solução foi boa, criativa. Não sei se teria tido tanta paciência. Mas sim, foste criativa e a história é por demais surreal!

     
    At 22 abril, 2006 10:35, Blogger Nilson Barcelli said...

    A situação é bastante surreal, mas acontece...
    Tens mesmo muita paciência. Só queria estar lá para ver.
    Beijos.

     
    At 23 abril, 2006 18:50, Blogger Carmita said...

    Realmente acontece-te cada uma, linda! Suponhamos que o teu rasto de luz é pala além de magnético, viciante e por isso a senhora quis ter algo que te tivesse pertencido...talvez? :) Sempre é uma maneira simplista de ver as coisas. Espero que estejas bem. Desculpa o meu silêncio, mas tenho andado a sofrer pequenas alterações no quotidiano que me exigem alguma atenção, e apesar de nem sempre comentar, acredita que a minha visita é regular.
    Beijinhos. ;)

     
    At 23 abril, 2006 22:44, Blogger mnica ;* said...

    só contigo!!!
    Mas... se é verdade o ditado "Deus dá a quem aguenta" é porque tens o talento de arranjar soluções criativas afim de dar valores e educação aos demais!!!

    No fundo: uma linda cheia de um coração grande valente e muuuuuiiiiittttttaaaaaaaa paciência!

     
    At 29 abril, 2006 00:57, Anonymous Maluko adaptado said...

    Lolz. Isto está a tornar-se hábito. Tu. Mas há ke ver o lado positivo, pelo menos devolve-me alguma sensação de sanidade ;)

     

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