Voz Oblíqua: Esfera Dualizadora
 
    The Voice Mail

 

Voz Oblíqua

Voz: [subst. fem.] Produção de sons emitidos no ser humano pela laringe com o ar que sai dos pulmões; grito; clamor; linguagem; fig. opinião; poder; inspiração; conselho; sugestão. Oblíqua: [adj. fem.] enviesado; torto; vesgo; fig. indirecto; dissimulado; ambíguo; dúbio.
 
 
 

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    Esfera Dualizadora domingo, abril 30, 2006

    Esfera DualizadoraA patologia tem início logo nos primeiros anos da nossa infância quando os nossos pais nos preparam para as tenebrosas contas da primeira classe (prefiro esta terminologia, àquela que se usa actualmente). É de mim, ou é mais fácil fazer cálculos com números pares, do que com números ímpares? Já na escola primária, e sob um determinado móbil não-identificado, as meninas são catalogáveis e catalogadas por não resistirem à tentação, salvo raras excepções, de irem ao quarto-de-banho em conjunto (e o que se passa dentro daquelas portas irá permanecer em mistério para o mais curioso de todos os homens curiosos)!

    Depois vêm as sacramentos: a primeira comunhão, mais dissimulada, e a solene, altura em que todos nos fazem acreditar que já estamos tão crescidas, que podemos começar a preparar o enxoval, e por isso nos obstruem e estorvam com demais presentes, quase todos rendados, pintados à mão ou debruados a fio de ouro!

    Assim chegámos à idade do armário, talvez o momento mais crítico de criação de rótulos da nossa vida. Se fores popular no teu liceu, terás inúmeros namorados, logo serás bem sucedida! Mas se por algum acaso te decidires a apostar na tua própria formação, remetendo os namoricos para os sábados à noite com horas marcadas para chegar a casa, estás a abrir um pressuposto: a selectividade!

    Mais tarde, nos primeiros anos de faculdade, começamos a perceber que o mundo nos emite diariamente pequeninos sinais mais protuberantes do que qualquer luz néon de supermercado de beira de estrada! Mas é precisamente na altura em que as mulheres solteiras, bem sucedidas profissionalmente, e olhadas enviesadamente na rua por casadas insaciadas, atingem o apogeu da sua independência, que reparam que tudo à sua volta vocifera para que constituam família JÁ: no acto de reunirem os mantimentos para a sua dispensa são subtilmente influenciadas pela embalagem de quatro iogurtes que não pode ser subdividida, a promoção de pares de um qualquer hipermercado ou as embalagens económicas de pizas (leve 2, pague 1)!

    Aprendi em História que há mais de 60 anos atrás foi criado o ramo feminino da Mocidade Portuguesa. Jovens raparigas eram adestradas para poderem mais tarde assumir o papel de perfeitas donas de casa, atendendo sempre à trilogia do regime do Estado Novo: Deus, Pátria e Família!

    Quando o recordei, dei comigo a questionar: serão todas estas pressões sociais novas formas de ditadura, oprimindo e reprimindo quem adia a constituição de família em prol de uma aposta numa vida ímpar?

    @ Voz das Beiras [Mar'06]

    Etiquetas:

    7 Comments:

    At 01 maio, 2006 01:03, Blogger brun0.m@rkez said...

    Voz das Beiras, Voz Oblíqua...
    É um casamente em que a aliança é o teu nome!

    ;)

     
    At 02 maio, 2006 09:15, Blogger johnny handsome said...

    E ainda no período AR (Ante Revolutionem) havia cursos com disciplinas tipo "Lavores Femininos", "Culinária" e "Economia Doméstica" Isto sim, era apostar na formação das nossas jovens. Não é como hoje que não sabem cozer um botão, remendar umas calças ou fazer uma boa feijoada... ;)))

     
    At 02 maio, 2006 09:17, Blogger johnny handsome said...

    Errata: No comentário anterior, onde se lê "cozer" deve lêr-se "coser". São palavras homófonas ;))

     
    At 03 maio, 2006 16:40, Blogger Eva Shanti said...

    Querida Wakewinha,

    Partilho contigo as tuas preocupações, ou seja, a pressão para constituir família e viver em par.

    Contudo, pressões há muitas! Se vivesse em parelha, as pessoas direccionavam as perguntas para os filhos - Quando? Quantos? Como?

    De outra perspectiva, o mundo tal como está hoje é bem mais apelativo para os singles do que para os pares. Porque quem está em par vive com o problema de o manter e sabemos perfeitamente trabalhamos imensas horas, passamos a maior parte do tempo com os colegas de profissão, se saímos à noite é só copos e gente gira... Ou seja, estímulos a uma vida sem compromissos são mais que muitos!

    Depois há aquela questão terrível que é olhar para uma mulher que é bem sucedida mas, pelo simples facto de não ter um homem ao seu lado, é considerada "incompleta".

    Enfim, tal como em tudo, desde que esteja bem com a minha consciência, estou bem. Já desisti de arranjar justificação de cada vez que me perguntam: quando? quem? como?

    Bjs

     
    At 04 maio, 2006 03:23, Anonymous Intruder-again said...

    Não, novas pelo menos. Tu é ke poderás estar apenas agora (ou não) a reparar nelas, mas a serem tal coisa, já o são há muito. Fazem parte de mais uma das hegemonias que "administram" as sociedades elegíveis para o acso - tendo em conta diferentes culturas e hábitos em todo o globo, onde chegam e existir desde submissões-escravadias a bigamias pacíficas e outros afins).

     
    At 06 maio, 2006 00:21, Blogger 2006desabafos said...

    Não.
    Esssas são vozes da espécie que vêm do fundo do tempo.
    se nós não nos reproduzissemos.., a especie extinguia-se.
    Os humanos acabavam.
    Essa pressão para ter bébé.., é instintiva.
    cada familia adora que os seus genes se perpetuam.
    (A Avó adora a neta).
    É a voz da espécie que berra como signos de neon à beira da estrada.

     
    At 06 maio, 2006 00:29, Blogger 2006desabafos said...

    Aliàs a europa está-se a modificar devido aos bébés que não nascem.
    Existem menos de dois bébés por casal, isto é, a população indigina está a declinar.
    Essa falta de população foi compensada por a emigração.
    Mas hoje dez por cento dos franceses são já muçulmanos e existem mais pessoas que vão à mesquita do que à igreja na Gra Bretanha.
    Os paises europeus estão-se a modificar devido à transformação demográfica.
    A nivel de sobrevivência de um determinado grupo humano, só sobrevive quem faz filhos.
    Os muçulmanos que têm muitos filhos expandem-se para a europa e os indigenas começam a minguar.
    O Arafat autoridade palestina, e palestinos sabem isso.
    Muitas palestinas conscientemente fazem guerra santa fazendo filhos.
    Elas fazem-no conscientemente como afirmação de um povo, uma identidade.

     

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